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Notícias
29-11-2019

Dia Mundial de Luta contra a SIDA

A 1 de dezembro celebra-se, internacionalmente, o Dia Mundial de luta contra a SIDA, este ano com o lema “Comunidades fazem a diferença”.

Pretende-se reconhecer o papel fundamental que a(s) comunidade(s) desempenha(m) na resposta à infeção pelo vírus da imunodeficiência humana/síndrome da imunodeficiência adquirida (VIH/SIDA), através do contributo de cada um e de todos nós, em contextos formais e/ou informais, como organizações da sociedade civil.

É essencial que a sociedade tome consciência de como a infeção VIH afeta a vida das pessoas, para que possamos acabar com o estigma, a discriminação e melhorar a qualidade de vida de quem vive com ela, devendo a infeção VIH/SIDA continuar presente na agenda política, com a assunção de responsabilidades nesta matéria, incluindo do respeito pelos direitos humanos.

A ONU SIDA pretende eliminar até 2030, com o contributo de todos, a epidemia por VIH, tendo definido para 2020, as metas 90-90-90: 90% das pessoas que vivem com a infeção saibam que estão infetadas; 90% das pessoas que sabem que estão infetadas, estejam em tratamento; 90% das pessoas que estão em tratamento tenham a infeção controlada e para 2030, as metas 95-95-95, como objetivo de atingir 95% desses indicadores.

O enfoque no conhecimento precoce do estado serológico de cada um, através da realização do teste do VIH (única forma para saber se estamos infetados) é de fulcral importância, para se poder iniciar o tratamento antirretroviral de todos os casos detetados. Só assim, será possível controlar a sua infeção (reduzindo/eliminando a carga viral), possibilitando não só maior qualidade e esperança de vida aos infetados, como simultaneamente, reduzir o risco de transmissão a outros e consequentemente de novos casos de infeção VIH/SIDA.

Tem-se vindo a assistir a um decréscimo mundial de novos casos de infeção VIH, de SIDA e de óbitos relacionados. Portugal acompanha esta diminuição, mas continua a apresentar das mais elevadas taxas de novos casos de infeção VIH/SIDA da União Europeia, bem como de diagnósticos tardios; nos últimos anos, tem vindo a evidenciar tendência crescente de novos casos de infeção no grupo de homens que têm sexo com homens (sobretudo em idades jovens) e diagnósticos tardios nos heterossexuais com 50 e mais anos. Assim, deve continuar a merecer especial atenção, o investimento na capacitação para a tomada de decisões que permita que cada um se proteja a si e aos outros, a disponibilização de meios informativos e preventivos (preservativos), o acesso à profilaxia pré e pós-exposição, bem como aos direitos de equidade, cidadania, solidariedade e apoio a todos.


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