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18-12-2019

ULS de Castelo Branco pioneira na Beira Interior na aplicação da Terapia Larvar

A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco iniciou no passado dia 25 de setembro a

aplicação da terapia larvar para desbridamento de feridas complexas.

Os requisitos necessários para a sua aplicação implicam o consentimento informado e a necessidade de internamento do utente, de forma a permitir o acompanhamento dos diferentes casos.

Neste sentido, o Serviço de Cirurgia Geral, na pessoa do seu Diretor Dr. António Gouveia, em colaboração e parceria com a Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas, coordenada pela Dr.ª Aida Paulino, iniciou a sua utilização, em 4 utentes com ferida complexa, devidamente selecionados, tendo obtido resultados muito positivos.

As feridas complexas são aquelas que se prolongam no tempo, que não cicatrizam após 4-6 semanas com terapêutica corretamente dirigida. Surgem sobretudo em pessoas mais idosas, com importantes comorbilidades e com carácter recorrente.

Vários são os factores que interferem no processo cicatricial, apresentando-se o tecido não viável, como uma importante barreira na evolução da cicatrização da ferida, necessitando de ser removido. É igualmente consensual, que qualquer que seja a ferida, a dor é um dos sintomas prevalentes e o desbridamento, ou seja a remoção do tecido não viável, é o ato mais doloroso no processo de tratamento, com frequente necessidade da sua remoção em ambiente de bloco operatório.

A terapia larvar consiste na aplicação de pensos de larvas estéreis no leito da ferida, que de forma seletiva e rápida se alimentam dos tecidos não viáveis permitindo a limpeza, o controlo da carga bacteriana a diminuição dos níveis de exsudado permitindo a evolução da ferida nas diferentes fases da cicatrização. Apresenta-se como um método indolor, seguro, simples e eficaz na remoção do tecido não viável.

A terapia larvar, agora disponível na ULSCB, surge assim, como uma importante alternativa de controlo local da infecção e remoção do tecido não viável, numa altura em que as resistências aos tratamentos tópicos e aos antibióticos são uma realidade e preocupação a nível nacional.

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